A NVIDIA divulgou seu relatório financeiro para o segundo trimestre do ano fiscal de 2027, superando novamente as expectativas de Wall Street. A gigante dos semicondutores reportou uma receita recorde de 96,2 bilhões de dólares, o que representa um aumento expressivo de 18% em relação ao trimestre anterior e uma impressionante alta de 106% se comparada ao mesmo período do ano passado.

O desempenho reflete a contínua e massiva demanda global por infraestrutura de inteligência artificial de alta performance. Os lucros por ação diluídos (EPS) no padrão GAAP atingiram 2,46 dólares, enquanto o resultado não-GAAP ficou em 2,22 dólares. Ambas as margens de lucro bruto (GAAP e não-GAAP) estabilizaram na excelente marca de 75%, consolidando o forte poder de precificação que a companhia mantém no fornecimento global de chips voltados ao processamento de dados complexos.

"A inteligência artificial alcançou um ponto de inflexão decisivo e a computação se transformou em um motor direto de geração de valor corporativo. Estamos vivenciando uma era de ouro marcada pelo surgimento de novos laboratórios de pesquisa, startups inovadoras e avanços exponenciais na robótica e inteligência artificial física."

A plataforma Vera Rubin em produção

Durante a conferência de resultados, o CEO da empresa, Jensen Huang, confirmou que a nova arquitetura de chips, batizada de Vera Rubin, já entrou em fase de produção total. A nova plataforma sucede a linha Blackwell e representa o próximo grande salto evolutivo no poder de processamento voltado a modelos de linguagem de grande escala (LLMs).

De acordo com a gestão, servidores estruturados sob a plataforma Rubin já estão operacionais e rodando cargas de trabalho de testes e operações em parceiros de nuvem prioritários, incluindo gigantes como Google Cloud, Microsoft Azure, Oracle Cloud Infrastructure e a infraestrutura especializada da CoreWeave. A recepção inicial foi descrita como excelente, criando uma robusta fila de encomendas corporativas para os próximos trimestres.

Projeções futuras e retorno ao acionista

O fluxo de caixa operacional permitiu à NVIDIA retornar aproximadamente 26 bilhões de dólares aos seus acionistas ao longo do trimestre. O repasse ocorreu principalmente através de programas de recompra de ações no mercado e pelo pagamento recorrente de dividendos em dinheiro.

Para o próximo trimestre fiscal, a empresa estabeleceu metas ousadas, projetando uma receita aproximada de 108 bilhões de dólares. A gerência também manifestou otimismo a médio prazo, informando que a expectativa de crescimento de receita para o ano fiscal de 2028 é de cerca de 70%, um índice que, segundo os executivos, continuará sendo limitado principalmente pela capacidade física de fornecimento e gargalos na cadeia produtiva global de fundição de silício.