A matéria escura molda as galáxias há quase um século, mas sua presença física direta nunca havia sido registrada em laboratório.
Instalado no complexo SURF, em Dakota do Sul, o detector usa uma milha de rocha sólida como blindagem natural contra raios cósmicos.
O tanque ultrapuro detecta flashes de luz gerados quando uma partícula colide com os núcleos atômicos do gás nobre liquefeito.
Em 220 dias úteis de dados, surgiu um evento com energia e assinatura que não correspondem à radiação e aos ruídos normais conhecidos.
Tanques externos com água e ferramentas computacionais avançadas isolam nêutrons e rejeitam imitações de partículas com máxima fidelidade.
A física exige 5 sigma para consagrar uma descoberta oficial. Com 2,6 sigma, há cerca de 0,5% de chance de ser um processo de fundo raro.
Se confirmada como matéria escura, a partícula terá massa mínima de 200 GeV/c², revelando um padrão de interação inédito com a matéria comum.
Liderada pelo Berkeley Lab com apoio de instituições dos EUA, Reino Unido, Portugal, Suíça e Coreia, a rede une as mentes mais brilhantes da física.
Novos lotes de dados do SURF definirão se estamos diante da maior descoberta do século.
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